Friday, December 01, 2006

As raparigas e o técnico

Há muita gente que, quando tem a oportunidade de linguajar, me pergunta sempre «porque é que não escreves mais no blog?». Para as vossas vidas terem mais significado, resolvi aceder ao pedido desses fortuitos gritos de desespero.

Venho-vos falar num assunto que gerou muita polémica nestes últimos anos, ou seja, a existência ou não de raparigas no Técnico. Às vezes, tenho de confessar, penso ver uma para logo me aperceber que é produto da minha imaginação, sortilégio do meu devaneio evidente. Mas, verdade seja dita, há raparigas dentro do Técnico. Para começar temos as professoras. «Ah, tinha de ser», pensa o erudito leitor retraindo as nádegas em sinal de descoberta da audaz artimanha. Não vos deixeis enganar. Camufladas sob a atmosfera citadina da faculdade, existem as tais raparigas. E, como já tive a oportunidade de disfrutar, há uma ou outra que são magníficas. «Aposto que tu és mais», reflecte o leitor, céptico da minha afirmação atrevida.

Torna-se imperativo, portanto, saber onde andam essas raparigas. De facto, de tanto procurarmos pelos lugares mais improváveis, esquecemo-nos que elas podem estar mesmo ao nosso lado... Incluí esta frase para o texto parecer ligeiramente menos superficial. Incluí as reticências para poderem suspirar enquanto leem. Deixo-vos com um testemunho vertido em forma de poesia, para vosso inteiro deleite:

«ha la uma no ist mto boa mm
so q ela tem um problema,
mete base no corpo
pq tem um problema de despigmentacao...
tipo manchas nos cotovelos...
et as alcunhas va desde barbie ate "base"»

«Mas isto não rima», indigna-se o leitor. «Existiam romarias para ver as cuecas da rapariga!», conta, num júbilo sagaz, o veterano Tiago Romão. Agora que o estimado leitor já se esqueceu que o poema não rima, podemos prosseguir. A próxima pergunta é, certamente, «quais os gostos das venturosas raparigas?». Vamos saltar esta.

E no nosso curso?

Bom, existem, como deverá ser do conhecimento do desperto leitor, vários tipos de raparigas. Dentro do nosso adorável curso, por exemplo, há (segundo as estatísticas) 9 pares de seios femininos. «Ah mas isso dá 18 seios ao todo, pondera o leitor, que anda a faltar às aulas de cálculo». Sim, isso é o lado positivo da coisa. Para um dado número de raparigas, o número de seios é o dobro. O lado negativo é que, não obstante os seios, elas continuam a ser 9.

Há uns dias coloquei uma dúvida pertinente ao professor de cálculo que me respondeu 'eu sou capaz de arranjar um epsilón' e eu disse-lhe logo 'Assim não. Eu quero ser capaz de arranjar uma rapariga.'. E depois ele limpou a mão ao quadro.

O professor de Sistemas Digitais, sim, também a ele eu coloquei a questão. Ele respondeu-me prontamente «Pá, isso vocês usam a breadboard, não é?». Mas não posso usar a breadboard não dá resultado porque elas percebem mais daquilo do que eu, expliquei-lhe.

«Ai», estima a leitora precavida dos seus próprios pensamentos, «eu tenho dois seios». E depois recomenda este blog a uma amiga.

PS: O Benfica joga hoje com o Sporting. Eu sou do Benfica, mas estou pouco confiante para este jogo. Acho que só vamos ganhar por 3-0.