Saturday, April 28, 2007

Depilar aí dói

nota prévia: o texto que se segue poderá conter a palavra 'mamilo' escrita mais que uma vez.

Mamilo. Às vezes sinto-me triste. Quando estou assim sento-me no banco do jardim e começo a pensar que era pior se tivesse apanhado febre tifóide ou descobrisse que o Bob afinal era um homem. Mamilo. Estava a comentar este pensamento com uma amiga minha e perguntei-lhe «Mas Titi, eu sinto-me carente e infeliz, não compreendes?» e ela sorriu e pronto.

As aulas teóricas andam a ter pouca piada e muita teoria. O Professor Abreu (MO) reparou nisso e começou a tentar, ele próprio (sozinho e sem ajuda), dar-nos alegria com as suas "piadas". O Professor Horta (AC) dá-nos aulas com o nariz entupido. O Professor Pires (CDI) integra-nos. O Professor Silveira (AED) dá-nos por trás, caso tentemos usar realloc's.

Tenho andado desmotivado. Já não faço as coisas de antigamente, como correr todo nu por campos verdes com aquela alegria efémera e genuína. Digo a mim mesmo que tenho andado com falta de tempo. Mas um facto é que é difícil conciliar as corridas pela relva fresca e os estudos. Mamilo, mamilo. Abro ocasionalmente a página web de alguns professores do técnico, mas já nem isso me satisfaz. «Precisavas de acasalar», pensa o leitor pensativo. Boa ideia, realmente o leitor é maravilhoso para mim. Um dia hei-de experimentar isso com pessoas. Mamilo.

Há algum tempo que não falo das habituais questões que surgem quando o leitor encontra a leitora, nua ou não, no IST. «Que devo fazer nessas alturas?», perguntou-me o Bean. Hum...mamilo. Mamilo, mamilo, mamilo. Conselho geral: finge que tens piada, vestes bem, cheiras bem e fazes a barba. Finge ainda que és uma pessoa socialmente activa, que te preocupas com os velhinhos, gostas de crianças e tens os mesmos gostos musicais que a fêmea. E ainda que és sexy. «Ah, mas devia ser ele mesmo, agir naturalmente», retorque o leitor com os mamilos duros, em jeito de indignação. Está bem, mas nós queremos que o Bean fique com a miúda.

Friday, April 13, 2007

Precisas de carinho

Boa noite caro leitor literato. É com grande prazer que o revejo, agora que mastiga a roupa interior que usa há 3 dias, sentado confortavelmente na cadeira. Por entre traques ocasionais, esboça um sorriso maroto para o monitor. «Este blog era giro era a mostrar maminhas...» pensa o leitor, coçando-se. O Bob já se disponibilizou para mostrar as maminhas, mas agora tem estado frio e os mamilos assim ficam duros.

Hoje encontrei um rapaz. Para proteger a identidade dele, vou chamá-lo de Louletano. «Estive a reparar na quantidade de açoites que uma rapariga leva no Wrestling e são muitos.», disse-me. Eu respondi-lhe que o tau tau não era a sério e que, portanto, não fazia dói-dói. O Louletano também me disse 'ando a ler lá o blog' e eu fiquei feliz, porque não tinha a certeza se alguém o lia. Depois percebi no olhar dele a falta de carinho e que ele só tinha dito aquilo para fazer o amor comigo.

Eu venho aqui falar de um dos maiores problemas do nosso país: a falta de carinho. Porque é que acham que há professores no técnico a ter pornografia no Ambiente de Trabalho? Falta de carinho. Aquilo não é só falta de praia, suminho e descanso, mas sim de carinho. Quando estas pessoas ligam o Discovery Channel para ver crocodilos a acasalar é o grito mudo e último de desespero por carinho. E o leitor, terá falta de carinho?

No outro dia ouvi uma piada na aula de cálculo do grande professor Gabriel Pires. O professor Gabi, com o seu vozeirão magnífico exclamou 'Há aqui duas pessoas que perceberam o que eu acabei de escrever de certeza!', ao que um aluno, não menos magnífico retorquiu 'Foi o professor e o amigo imaginário dele.'. Gostava de saber o nome deste aluno para o tatuar no corpo.

Caro leitor, é com desprazer que lhe comunico que os rotos dos meus colegas de curso, grupo no qual o leitor provavelmente se inclui, pensavam que eu era homossexual. Houve quem tivesse tentado provar por indução essa hipótese amaricada. Denoto pois, falta de carinho.

Agora vou fazer óó. Caro leitor, um beijinho de boa-noite.

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Monday, February 12, 2007

E o Oscar de "1º Comentário Feminino" vai para... Cláudia Marques Matos

"Certa vez disseram-me «Mas Filipe, tu tens uma experiência sexual magnífica.» Eu sei Bob, retorqui." by Filipe.

Sempre foi meu sonho seguir caminhos obscuros como o da sexologia, mas ao reencaminhar-te para o Romão senti todo o meu desejo infantil ir pelo cano abaixo. Foi então que decidi novamente espreitar o blog para elevar a minha auto-estima. Acabei por dar novo uso ao Prozac!
Despertei para o novo ano com a falsa sensação de felicidade de que um dos meus posts era o mais comentado até hoje. Aumentei de seguida a dose de medicação, ao deparar-me com a falsa realidade da minha crença. Chamando a atenção de milhares para tal facto, creio que me torno numa daquelas pessoas que se mutilam esporadicamente. Aparenta ser essa a razão de adiar a consulta com o psicólogo, mas também pode ter a ver com uns sites de mudança de sexo que andei ultimamente a pesquisar. "Parece ser doloroso oh Marco", foram as minhas últimas palavras até ele deixar de me falar. O pior foi a súbita e misteriosa anulação da minha inscrição no NEEC, mas a vida continua.
E por muitas voltas que possa dar, existe uma força superior que conduz todos os posts e comentários a temas extremamente atraentes e sensuais. Acredito serem os ares do Técnico que se tornam contagiantes, mas também pode ser da proximidade com o dia de S. Valentim. E após uma longa e intensiva análise interior, decido abrir os olhos e deparar-me com um comentário de uma tal Cláudia Marques Matos. "Ahhh", pensei, "Cláudia sempre leva acento agudo no 'a' "... Foi necessário um dia intensivo de grande esforço mental, para me aperceber que tinha sido deixado o 1º comentário feminino. Sim Bean, primeiro... segundo a Federação Internacional das Sociedades de Genética Humana os teus não contam para a estatistica. Como aluno do Instituto Superior Técnico, não podia deixar de criar um post dedicado a tal acontecimento inédito. Um comentário feminino no blog de Electro... Uau!!! (reparem no ênfase que dei à exclamação) . Em nome do curso que mais alunos recebe por ano, obrigado Cláudia.
Sinto-me agora bem mais feliz que no inicio deste post. Não é tão intenso como o que senti ao ver as torres de Tróia serem demolidas, mas a vida é feita destas coisas. Como existe uma revisão de provas dentro de 2 horas, à qual tenho de presenciar, vejo-me obrigado a parar de escrever mais parvoices por aqui. "Graças a Deus", exclama o Filipe, enquanto o Romão se enche de lágrimas. Sinto que o meu regresso ao blog não será tão aclamado como o regresso de Balboa ao ringue, mas tendo eu uma inabalável fé em como o Benfica ainda tem hipóteses de ganhar o campeonato, creio que os meus pressentimentos não valem mais que os cerca de 50% de abestenção.

Bom resto de férias e melhor 2º semestre.

Tuesday, January 16, 2007

A auto-estima é importante

Já todos ouvimos falar de pessoas que têm um défice de auto-estima e que se sentem mal com elas mesmas. Que se lixem, não vou falar mais delas. Vou-vos falar de pessoas com auto-estima em excesso. Ora, como o ávido de sabedoria leitor deve estar a estranhar, eu não tenho escrito de forma assídua. Por isso, vão-se lixar também, tenho andado ocupado. Agora que já mandei lixar todas as pessoas que precisavam, vou-vos então falar de auto-estima em excesso.

O que é a auto-estima em excesso?

É qualquer coisa como terem a auto-estima, não é, e depois terem muita, muita, muita em excesso.

Quais os sintomas?

As pessoas que têm muita auto-estima normalmente abusam do vocábulo «eu», isto é, usam a primeira pessoa em qualquer frase, ao contrário do Jardel, que se trata a ele próprio na terceira pessoa, o que demonstra uma auto-estima saudável. Estas pessoas também dizem que, quando se vêem ao espelho sentem orgulho e costumam dizer que a imagem que lá está, mas invertida, ainda seria mais bonita.

Como falar com uma pessoa com excesso de auto-estima sobre qualquer assunto?

Qualquer assunto de que se fale, este tipo de pessoas vai começar a frase sempre por «Eu também» seguido do verbo gostar conjugado num tempo esquisito, naturalmente na primeira pessoa do singular. É engraçado o facto destas pessoas se auto-proclamarem super seguido do próprio nome. O super-homem tinha excesso de auto-estima. Pensava que era o mais forte de todos, até vir a kriptonite.

Como perguntar alguma coisa a alguém que esteja num grupo de pessoas com excesso de auto-estima sem que estas respondam também e na primeira pessoa?

Impossível.

Como é a comunidade de pessoas com excesso de auto-estima em Portugal?

A comunidade é pouco estimada, porque os membros já se estimam tanto que não podemos estimar sem que estes se estimem ainda mais.

Como resolver este assunto de forma pacífica?

Genocídio.

As pessoas que se estimam em excesso possuem blogs?

Sim. Pesquisem no blogspot por palavras como «ser melhor», «ser maior» ou ainda «ser grande», «ser superior» e «ser dançarina de cabaret». Experimentem!

Quero-me estimar mais. Como proceder?

Para nos estimarmos mais e de forma violenta, é necessário que façamos os passos devidos, mediante uma vontade inabalável para nos estimarmos que resultará, em última análise, na auto-estima acrescida. Por cima, aplicar vaselina.

A vaselina ajuda à auto-estima?

Ai, leitor. Onde é que vai desencantar essas perguntas?

Como vive uma pessoa com auto-estima em excesso?

Boa pergunta. Aposto que vive num quarto bem iluminado, tal como o do leitor, com fotografias de si próprio(a) num placar cujo título é «Eu e os outros a interagirmos na sociedade». Os outros não aparecem porque, em cada fotografia, a pessoa com excesso de auto-estima apoderou-se da fotografia inteira, recortando-a ou empurrando as outras pessoas para fora do alcance da objectiva.

Saturday, December 16, 2006

Sinterklaas

Hoje vou-vos contar uma estória que provavelmente não conhecem. Todos nós nos referimos ao Pai Natal como se ele fosse um homem gordo de barbas brancas que se desloca num trenó, que se veste de vermelho e possui um saco com prendas pelas costas. E com razão. As palavras que se seguem podem ferir a susceptibilidade de alguns leitores e o texto que se segue pode ainda conter a palavra 'mamilo' escrita mais que uma vez.

Eu, Pai Natal

O Pai Natal nasceu na Ásia Menor, no século IV, e era um bispo cristão de Myra. Sei que este conjunto de afirmações choca muita gente, nomeadamente o próprio Pai Natal. Reza a lenda que este dava prendas aos pobres e dinheiro às famílias das mulheres para estas poderem casar (por causa do dote) e para não terem de se tornar prostitutas para ganhar a vida. Há historiadores que pensam que foi ao contrário. Mamilo.
Ainda hoje na Holanda, Alemanha e Bélgica ele é desenhado nas suas vestes cristãs, com a barba icónica a cair-lhe sobre o peito. Mamilo. Mamilo. O São Nicolau, ou Pai Natal, é o santo que protege os marinheiros. Portanto, podem-se perguntar «Onde estava o Pai Natal quando os portugueses estavam em África a imaginar gigantes marinhos (Adamastor) e sereias?». Ora, estava morto há muitos séculos. Numa viagem que o jovem Nicolau fez de Myra (cidade onde nasceu) até Alexandria, houve uma terrível tempestade e, segundo a lenda, Nicolau salvou a vida a um marinheiro. Myra fica onde é a actual Turquia e lá existe uma Igreja do século VI em honra de São Nicolau. Dizem que também lá existem muitos turcos, por isso deve ser um local interessante para visitar. Mamilo.

No século XVII mercadores holandeses levaram uma versão do Pai Natal ligeiramente diferente para os incrédulos Nova Iorquinos. Em 1823 o poeta americano Moore contou essa versão que, segundo o poeta, o Pai Natal era um duende. Thomas Nast, um ilustrador, contou uma versão em que o Pai Natal era um homem gordo de bochechas rechonchudas e tinha a sua oficina no Pólo Norte, oficina onde trabalhavam duendes. O Pai Natal manteria também uma lista com os nomes das crianças que tinham feito coisas boas e más. Este Pai Natal distribuiria ainda presentes pelas árvores de Natal e, para isso, tinha de entrar pela chaminé e deslocar-se por meio de um trenó puxado por renas. O Pai Natal não achou piada nenhuma a isto porque teve que passar a trabalhar mais horas semanais.
Uma vez que as renas não eram capazes de viver no Pólo Norte, Markus Rautio, um locutor de rádio finlandês revelou ao mundo o segredo em 1927: o Pai Natal vivia afinal na Lapónia! As renas em todo o mundo chamaram 'maricas' ao locutor e acrescentarem que 'ele é que não era capaz de viver no Pólo Norte'. Na década de 30 surgiu um anúncio da Coca-Cola que iria fazer nascer Rudolfo, a rena do nariz vermelho. Mamilo. Hoje em dia o Pai Natal continua a exercer a sua profissão na Lapónia, embora o Rudolfo já se tenha reformado devido a desacatos com duas outras renas. Afinal, para surpresa do leitor que permanece de boca aberta expectante, o Pai Natal existiu!

BOM NATAL!

Saturday, December 02, 2006

Rapidinhas

Considerações sobre o post precedente

Estamos quase no Natal. Telefonaram-me a informar que o meu post anterior tinha a palavra "seios" escrita 5 vezes. Ainda bem que há gente que conta estas coisas, porque nem me tinha apercebido do facto. Outro facto engraçado é que "seios" tem 5 letras, contei agora. A própria palavra cinco tem 5 letras (para os mais curiosos cliquem aqui).

O Pai Natal não existe.

No outro dia reparei em algo que me deixou a pensar. O Nilton, antigo comediante do "Levanta-te e Ri" , tem um livro que se chama "O Pai Natal não existe". Ora, tal capa destroçou-me o coração, como o leitor deve imaginar, porque lá figurava o próprio Nilton, em close-up, com os seus óculos azúis. Aproveito agora para vos deixar outra notícia chocante: é que o coelhinho da páscoa também não existe.

O Dário leva no co-seno. Ai esta trigonometria.

Uma das notícias que me chocou mais esta semana foi descobrir que o Dário, afinal, é gay. Havia pessoas que me diziam "Mas olha, está escrito na mesa." e eu dizia-lhes que deviam comer mais cebola, fazia-lhes bem, até que encontrei a notícia na Internet. A parte gira deste site é que toda a gente pode ser gay. (Até o Marco Arede...).

Rapariga do NEEC

Há muito tempo que não ouvia falar da rapariga do Núcleo de Engenharia Electrotécnica e de Computadores (NEEC). «Ah, mas estamos sempre a encontrar o Marco Arede», exclama o leitor orgulhoso da sua própria inteligência. Não, refiro-me à outra. Agora com as eleições, a lista da rapariga do NEEC até conseguiu muitos lugares numa tal de assembleia que, segundo me disseram, é uma espécie de lugar onde estudantes se juntam para fazerem o que sabem melhor: fumar ganza.

Sábado à noite

Ok, é Sábado à noite. Não fizeram nada durante o dia e sentem remorsos, porque ficaram a tarde toda a ver os filmes da TVI sobre cães que falam. «Devia começar a estudar Álgebra», pensa o leitor. «Mas podia tar a fazer tantas coisas melhores: sair com os amigos, por exemplo. Mas os amigos também devem estar a estudar álgebra. Ou então estão a pensar fazer a mesma coisa que eu que, pensado bem, até é estudar álgebra. Mas agora já não estou a pensar em estudar. Estou a pensar se os outros estão a pensar em estudar como eu devia estar a pensar. Se calhar pergunto no MSN àquele se já estudou ou se ainda está a pensar em estudar. Vistas as coisas, pensar em estudar é a melhor coisa a fazer no Sábado à noite. Talvez consiga pensar em estudar se me deixar de pensar nestas mariquices. Sim, é isso.»

Sobre este blog

Este blog é pouco feminino. Isso deve-se pura e simplesmente ao facto do Bob não querer escrever mais. Por isso, caro leitor, pedimos desculpa.

Friday, December 01, 2006

As raparigas e o técnico

Há muita gente que, quando tem a oportunidade de linguajar, me pergunta sempre «porque é que não escreves mais no blog?». Para as vossas vidas terem mais significado, resolvi aceder ao pedido desses fortuitos gritos de desespero.

Venho-vos falar num assunto que gerou muita polémica nestes últimos anos, ou seja, a existência ou não de raparigas no Técnico. Às vezes, tenho de confessar, penso ver uma para logo me aperceber que é produto da minha imaginação, sortilégio do meu devaneio evidente. Mas, verdade seja dita, há raparigas dentro do Técnico. Para começar temos as professoras. «Ah, tinha de ser», pensa o erudito leitor retraindo as nádegas em sinal de descoberta da audaz artimanha. Não vos deixeis enganar. Camufladas sob a atmosfera citadina da faculdade, existem as tais raparigas. E, como já tive a oportunidade de disfrutar, há uma ou outra que são magníficas. «Aposto que tu és mais», reflecte o leitor, céptico da minha afirmação atrevida.

Torna-se imperativo, portanto, saber onde andam essas raparigas. De facto, de tanto procurarmos pelos lugares mais improváveis, esquecemo-nos que elas podem estar mesmo ao nosso lado... Incluí esta frase para o texto parecer ligeiramente menos superficial. Incluí as reticências para poderem suspirar enquanto leem. Deixo-vos com um testemunho vertido em forma de poesia, para vosso inteiro deleite:

«ha la uma no ist mto boa mm
so q ela tem um problema,
mete base no corpo
pq tem um problema de despigmentacao...
tipo manchas nos cotovelos...
et as alcunhas va desde barbie ate "base"»

«Mas isto não rima», indigna-se o leitor. «Existiam romarias para ver as cuecas da rapariga!», conta, num júbilo sagaz, o veterano Tiago Romão. Agora que o estimado leitor já se esqueceu que o poema não rima, podemos prosseguir. A próxima pergunta é, certamente, «quais os gostos das venturosas raparigas?». Vamos saltar esta.

E no nosso curso?

Bom, existem, como deverá ser do conhecimento do desperto leitor, vários tipos de raparigas. Dentro do nosso adorável curso, por exemplo, há (segundo as estatísticas) 9 pares de seios femininos. «Ah mas isso dá 18 seios ao todo, pondera o leitor, que anda a faltar às aulas de cálculo». Sim, isso é o lado positivo da coisa. Para um dado número de raparigas, o número de seios é o dobro. O lado negativo é que, não obstante os seios, elas continuam a ser 9.

Há uns dias coloquei uma dúvida pertinente ao professor de cálculo que me respondeu 'eu sou capaz de arranjar um epsilón' e eu disse-lhe logo 'Assim não. Eu quero ser capaz de arranjar uma rapariga.'. E depois ele limpou a mão ao quadro.

O professor de Sistemas Digitais, sim, também a ele eu coloquei a questão. Ele respondeu-me prontamente «Pá, isso vocês usam a breadboard, não é?». Mas não posso usar a breadboard não dá resultado porque elas percebem mais daquilo do que eu, expliquei-lhe.

«Ai», estima a leitora precavida dos seus próprios pensamentos, «eu tenho dois seios». E depois recomenda este blog a uma amiga.

PS: O Benfica joga hoje com o Sporting. Eu sou do Benfica, mas estou pouco confiante para este jogo. Acho que só vamos ganhar por 3-0.